⚫️⬇️ [APRESENTAÇÃO] Entenda Porque Somos Diferentes Biopsicossocialmente e Como Aprender a Conviver Com as Diferenças do Outro Baseado Em 3 Pilares Bem Simples

31 min de leitura

Nesse artigo você irá entender porque somos diferentes nos mais diversos aspectos que nos constituem como indivíduos (biologicamente, psiquicamente e socialmente).

E a partir deste entendimento, poderá melhorar a qualidade das suas relações baseadas em 3 pilares bem simples que estarei passando logo depois. Apesar de serem simples, esses pilares têm ficado cada vez mais escassos na prática, sobretudo nos tempos atuais.

Estrutura do artigo:

  • Entenda porque somos diferentes biopsicossocialmente
  • Diferença não é defeito
  • Os 3 pilares básicos para a construção de qualquer relação positiva
  • O que é certo ou errado?
  • A importância de uma boa convivência
  • Conclusão
  • Botão para baixar a apresentação: Aprendendo a Conviver com as Diferenças

 

Em algum momento da sua vida você já deve ter imaginado como seria o mundo se todos fôssemos iguais, e provavelmente também chegou a conclusão de que seria muito chato, concorda?

O novo chama atenção, nos instiga, atrai. Temos mais facilidade para manter o interesse em situações, objetos e pessoas novas que acontecem na nossa rígida rotina, do que a que já temos há um bom tempo.

Porém, quando esse novo passa a ser “velho”, tendemos a dar menos importância. De certo modo, nos acostumamos com a mesmice.

Como já palestrei falando sobre como conviver com as diferenças, resolvi disponibilizar também a apresentação em slides, que você poderá baixá-la completamente no final desse artigo.

Além da apresentação, criei um e-book com o que direi nesse artigo também. Ou seja, você também terá a oportunidade de baixar gratuitamente esse artigo junto com a apresentação em pdf.

apresentação aprendendo a conviver com as diferenças pedro emanuel 1

 

Sendo que aqui eu explanarei ainda mais o assunto do que quando apresento.

Até lá, ao longo de cada tópico você será guiado(a) pelas imagens dessa apresentação e do conteúdo que abordo em cada uma delas.

Obs.: O meu objetivo com essa apresentação é fazer despertar a sua consciência para que entenda melhor a nossa história enquanto ser humano, com isso, que passe a se respeitar e a gostar/amar (mais) você mesmo(a), as suas diferenças e as dos outros

E consequentemente fazer com que você eleve a sua autoestima. Pois acredito que quando aceitamos e nos conectamos com a nossa história, fica menos difícil o processo de aceitação, tanto para com nós mesmos, quanto para com terceiros.

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Entenda porque somos diferentes biopsicossocialmente: um pouco sobre a história da humanidade

 

 

1. Biologicamente

Em 1865, o monge austríaco Gregor Mendel concluiu que cada característica de um indivíduo era determinada por um par de fatores hereditários.

Na formação dos gametas os fatores se separavam, de modo que o gameta era portador de apenas um fator responsável por uma determinada característica.

No início do século passado o que era apenas uma suposição na visão de muitos, foi comprovado. Pois descobriram através de experimentos que nos cromossomos das células haviam partículas responsáveis pelas características hereditárias.

Consolidava-se então a teoria cromossômica da herança (teoria da hereditariedade), segundo o qual os fatores hereditários, já então denominados de genes, se distribuíam ao longo dos cromossomos.

gregor mendel porque somos diferentes biologicamente pedro emanuel 4

Em 1940 foram obtidas as primeiras evidências de que a substância responsável pela a hereditariedade era o Ácido Desoxirribonucleico ou popularmente chamado de DNA.

No DNA estão contidos os genes onde estão escritas as mensagens genéticas ou código genético. Posteriormente o DNA receberia o modelo de dupla-hélice. O local onde se situam os genes é chamado de lócus gênico.

Os biólogos usam duas palavras para descrever a ligação que tem entre os genes e características físicas. São elas:

  • Genótipos
  • Fenótipos

 

genótipo armazena os códigos genéticos, eles são genes para uma determinada característica. Na maioria dos casos, temos duas cópias de um gene – uma materna e outra parterna.

Enquanto o fenótipo é a forma como os genes se expressam, ou seja, o resultado final das características físicas.

Genótipo determina o fenótipo

 

Ainda falando cientificamente, a nossa grande variedade genética expandiu-se ainda mais quando o ser humano migrou para diversos continentes no início de suas civilizações, com isso, foram se adaptando aos novos ambientes.

Essas adaptações trouxeram consequências nítidas na parte física de cada pessoa de diferentes lugares do mundo. Como por exemplo:

 

Africanos

porque somos diferentes biologicamente africanos pedro emanuel 5

porque somos diferentes biologicamente africanos pedro emanuel 6

Característica(s)/Vantagem(ns):

  • Pele escura;
  • Cabelos crespos;
  • Narizes mais achatados;
  • Lábios mais carnudos.

 

Motivo(s): O calor intenso do sol presente nessa região do globo fez com que suas populações nascessem com essas vantagens para se tornarem mais resistentes diante do clima demasiadamente quente e seco.

Cabelos crespos e cheios protegem consideravelmente melhor a nossa pele (no caso, o couro cabeludo) dos raios ultravioletas.

Os narizes mais achatados servem para absorver mais oxigênio, pois como a umidade é baixa, propicia um ambiente seco com difícil obtenção de oxigênio.

A mais antiga espécie de hominídeo foi o Australopithecus, que surgiu no sul da África há cerca de 3 milhões de anos.

Este nosso provável ancestral tinha algumas características semelhantes ao homem moderno e desenvolveu o nosso primeiro instrumento: as mãos livres para fazer e usar objetos.

O trabalho com as mãos foi sofisticando a sua capacidade de manipular, estimulando o crescimento do seu cérebro e a sua capacidade intelectual e dotou-o de cultura, diferenciando-o dos animais.

O homem começou a se diversificar muito cedo, quando os africanos (nossos ascendentes) passaram a explorar outros continentes com locais menos quentes do que o de origem há cerca de 2,5 milhões de anos, a produção da melanina (substância química que protege a pele dos raios ultravioletas) foi sendo sabiamente reduzida para que a pele pudesse absorver a vitamina D (proveniente do sol) que era propagada em menor intensidade.

E é justamente a concentração de melanina no sangue que faz com que a nossa pele seja mais escura na proporção que a possuímos.

Enquanto nos locais mais quentes, ela continuou sendo produzida em grande quantidade, consequentemente preservando a cor original da nossa pele enquanto humanos.

Outra herança proveniente dessa exploração pelo globo terrestre foi cerca de 6.000 idiomas diferentes.

Porque na medida em que os povos de uma determinada região iam evoluindo, as gerações vindouras foram se distanciando mais das suas origens e adaptando o modo de comunicação até termos as inúmeras e enormes discrepâncias que temos hoje.

 

Asiáticos

porque somos diferentes biologicamente asiaticos pedro emanuel 7

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Característica(s)/Vantagem(ns):

  • Pele clara;
  • Cabelos lisos e macios;
  • Olhos “mais puxados”. Principalmente em japoneses, chineses e coreanos;

 

Obs.: Na verdade, os olhos não são mais puxados, as pálpebras que são mais lisas, e não tão curvas como a das populações ocidentais.

Motivo(s): Habitam em um continente muito frio e o mais alto, com isso, os raios solares causam grande incômodo, já que estão mais próximos deles e até 85% desses raios são rebatidos no extenso mar branco (neve) que essa região do planeta possui.

E de tanto encurtar a fenda palpebral (distância entre as pálpebras superior e inferior) a fim de prevenir problemas de visão à longo prazo por causa do efeito nocivo que o sol causa naquela região, as próximas gerações já foram nascendo mais adaptadas para sobreviver nessas condições e consequentemente continuar repassando esses genes.

 

Europeus

porque somos diferentes biologicamente europeus pedro emanuel 9

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Característica(s)/Vantagem(ns):

  • Pele clara;
  • Cabelos lisos;
  • Narizes mais afilados;
  • Lábios mais finos.

 

Motivo(s): Por conta do frio e da pouca exposição à intensidade dos raios solares, os traços europeus são mais sutis do que as demais civilizações, já que de modo geral, não tiveram que se adaptar tanto aos extremos climáticos durante a maior parte do ano.

Nos países do norte europeu, como por exemplo: Inglaterra, Irlanda, Suécia, Alemanha, Finlândia é mais comum encontrarmos pessoas de cabelo liso, loiro e olhos mais claros.

Enquanto nos países do sul do continente, como por exemplo: Espanha, Portugal e França, é mais frequente cabelo liso, preto/castanhos e olhos mais escuros.

 

Americanos

porque somos diferentes biologicamente americanos pedro emanuel 11

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Característica(s)/Vantagem(ns):

  • Herdamos as características dos africanos, europeus e índios.

 

Motivo(s): Fazemos parte do último continente a ser explorado, com isso, ficamos com as heranças genéticas de diversas etnias que já haviam sido consolidadas em diferentes locais.

Característica(s)/Vantagem(ns):

  • Herdamos as características dos africanos, europeus e índios.

 

Motivo(s): Fazemos parte do último continente a ser explorado, com isso, ficamos com as heranças genéticas de diversas etnias que já haviam sido consolidadas em diferentes locais.

Em resultado a essa intensa exploração, o Brasil e países vizinhos herdaram dessa época um grande atraso socioeconômico que reflete nitidamente nos dias atuais.

Enquanto que os países que fazem parte da América Anglo-saxônica (Canadá e Estados Unidos) tiveram uma colonização de povoamento: o interesse da metrópole era povoar e desenvolver o lugar.

Nesse tipo de colonização a intenção não estava ligada à exploração de riquezas com a finalidade de enviá-las para a metrópole, e sim de abastecer os próprios habitantes.

Em suma, as riquezas produzidas permaneciam no país. Essa característica foi de fundamental importância para que Estados Unidos e Canadá se tornassem grandes nações, sendo o primeiro a maior potência mundial atualmente.

Diante das considerações apresentadas, fica claro que o fator determinante para o desenvolvimento ou subdesenvolvimento dos países americanos está ligado a fatos históricos. A forma de exploração é raiz das condições atuais dos países do continente.

Portanto, com toda essa diversidade presente nesse lado do ocidente, temos características diferentes bem distribuídas pelos países americanos.

Sendo que no norte, temos mais características dos europeus, enquanto no centro e no sul, apresentam-se mais os traços indígenas e africanos.

Pois, são as regiões que mais se aproximam da linha equatorial (que aparece em vermelho na imagem abaixo).

Ou seja, países em que as temperaturas são mais elevadas. Além de terem sido as nações do continente que tiveram maior número de escravos (especialmente o Brasil, que inclusive, foi o último país a aderir a abolição dos mesmos).

linha do equador pedro emanuel 13

abolição dos escravos cronologia parte 1

abolição dos escravos cronologia parte 2

abolição dos escravos cronologia parte 3

abolição dos escravos cronologia parte 4

 

Veja nas imagens a seguir uma pequena história para ilustrar um pouco o que disse:

porque somos diferentes

porque somos diferentes 2

 

Acho interessante salientar que a maioria dos cientistas rejeita o termo “raça” para se referir a seres humanos. Porque as variações genéticas entre populações de diferentes continentes são insignificantes.

Portanto, só há sentido em falar de uma única raça humana, e que surgiu na África.

 

Somos todos iguais enquanto raça.

 

Diante de tantas adaptações físicas forçadas nas andanças pela Terra, surgiram os três grandes grupos em que os seres humanos tradicionalmente ficaram divididos:

  • Caucasianos;
  • Mongoloides;
  • Negroides.

 

2. Psiquicamente

porque somos diferentes psiquicamente pedro emanuel 15

Todos nós vivemos no mesmo ecossistema, porém, o mundo é bem diferente para cada um de nós.

Como digo no artigo Você é Capaz de Dominar o Mundo: carregamos um mundo baseado nas nossas experiências (desde quando éramos apenas um feto), primeiramente através dos nossos 5 sentidos sensoriais, posteriormente das nossas percepções em relação ao que sentimos e dos outros sentidos que podemos cocriar.

Nascemos com tendência a sermos mais parecidos com os nossos pais e cuidadores, por questão da hereditariedade e da convivência ao longo de anos, o que consequentemente influencia em nossos gostos.

Todavia, não chega a ser um fator determinante.

Na medida que vamos crescendo e tomando cada vez mais consciência de nós mesmos e o que nos cerca, vamos criando autonomia para fazer as escolhas que acreditamos ser as mais positivas para nossas vidas.

E essas escolhas vão sendo construídas justamente a partir do nosso passado, mas como disse, ainda assim, não é um fator determinante.

Se pegarmos algumas sementes de um mesmo fruto e plantar cada uma delas em lugares diferentes, essas sementes se tornarão árvores iguais?

Não. Por que não?

Apesar delas serem originalmente semelhantes, em seu crescimento elas convivem num ambiente diferente, em situações diferentes, em circunstâncias diferentes, tendo de se adaptar a novos climas.

Nós também somos assim. Somos semelhantes geneticamente mas cada um cresce em ambientes familiares, sociais e culturais distintos, expostos a situações diferentes.

Fatos como o envelhecimento e morte não podem ser evitados, mas nós podemos mudar o mundo modificando a forma de percebê-lo, e tem como fazer isso: a neurociência já comprovou que podemos mudar nossas comunicações neurais por meio das nossas escolhas e treinamentos, esse fenômeno intitula-se de plasticidade neural.

 

“O cérebro foi construído para mudar de acordo com as experiências vivenciadas e a forma como é usado.”

– Michael Merzenich

 

E é por este motivo que você pode ser quem bem quiser, assim como atrair o que desejar.

Então, não interfere tanto sermos semelhantes ou idênticos originalmente – durante nosso crescimento somos expostos a situações diferentes e fazemos escolhas diferentes.

E não para por aí, também interpretamos as nossas escolhas de maneiras diferentes. Isso quer dizer que o que pode ser positivo para mim, pode ser negativo para você e assim por diante.

Dois irmãos gêmeos por exemplo, podemos dizer que nasceram no mesmo dia, tiveram a mesma criação, frequentaram os mesmos lugares até um estágio da vida (até que usavam as mesmas roupas, rs), porém, eles também podem ser dois indivíduos bem diferentes, talvez você até conheça ou conheceu gêmeos assim, porque de fato, é comum.

Justamente porque as percepções de mundo de ambos são diferenciadas, enquanto um interpreta(va) certas experiências de uma determinada forma, o outro absorve(ia) de outra maneira, e foram essas visões que impulsionaram eles a terem seus gostos idiossincráticos.

 

3. Socialmente

porque somos diferentes biologicamente pedro emanuel 16

As nossas relações sociais é a parte mais visível dentre esses três fatores.

Buscamos nos inserir em grupos que sentimos afeição. Tendemos a nos envolver com pessoas que apresentam pontos em comum conosco, ou que a admiramos mesmo ser ter características que possuímos.

Todavia, teoricamente é mais complicado convivermos com pessoas que têm gostos bem diferentes dos nossos.

O ser humano tem uma certa necessidade natural de sentir-se pertencente de algum(ns) grupo(s) solcial(is), mesmo que seja apenas na família ou entre amigos.

Existe um conceito conhecido e frequentemente abordado pelos coaches apontando que nós somos a média das cinco pessoas que mais convivemos. O que você acha disso?!

“Nós somos a média das cinco pessoas que mais passamos o tempo.”

– Jim Rohn

 

Bom, eu não concordo tanto com o número de pessoas, porque pode ser os mais diversos, vai depender de como cada um de nós se relaciona e o quanto nos entregamos a essas relações.

Entretanto, a influência que as pessoas mais próximas exercem sobre nós, de fato também acredito que seja bem latente e inconsciente.

A depender da pessoa que buscamos e permitimos conviver com a gente, estamos aceitando também que ela tenha influência direta e/ou indireta sobre nós.

Querendo ou não, as pessoas que estão em nossa volta nos puxam ou nos empurram rumo aos nossos objetivos. Nos prendem ou nos deixam mais soltos.

E como o nosso cérebro é uma mega máquina programada para nos manter sobrevivendo, na zona de conforto, nós temos bem mais chances de sermos contagiados para a mediocridade do que para além dela.

Todavia, tem como mantermos pensamentos positivos para passarmos a fazer parte dos 5% que realmente fazem a diferença no mundo.

 

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Diferença não é defeito

porque somos diferentes diferença é diferente de defeito pedro emanuel 17

Entendendo melhor o motivo de sermos tão diferentes, acredito que fica mais óbvio perceber o quão é insignificante julgarmos e criticarmos os outros por suas características, não é mesmo?!

Se você também concorda que o mundo seria chato se todos fossem iguais a você, então por que não passar a gostar e até admirar as diferenças do outro?

Mesmo que atribuamos (erroneamente) a eles as causas de nossos incômodos, essas pessoas de alguma formam são importantes para nós e pouca gente reconhece isso.

As diferenças nos completam. Nos tornam mais fortes.

porque somos diferentes diferença é complemento pedro emanuel 18

Para formarmos uma equipe por exemplo, seja lá para qual fim, certamente iremos precisar de pessoas especialistas em áreas distintas, ou ao menos, que executem tarefas diferentes, explorando melhor o que cada colaborador terá de mais eficiente. Principalmente se for algo grandioso.

Todos temos inúmeros pontos de melhoria. Então por que ao invés de apontar o do outro, não lembrarmos dos nossos e trabalharmos em cima deles?

Não com a intenção de ter mais “autoridade” para (continuar a) julgar as outras pessoas, mas para ter uma mentalidade melhor trabalhada.

Por outro lado, a curiosidade que temos de explorar as diferenças uns dos outros, gera uma força que tende a unir todas as pessoas, e talvez seja pra isso que sirvam as diferenças.

Diferença não é defeito. Pelo contrário, é complemento.

 

Cultive as suas diferenças: as nossas diferenças nos tornam pessoas marcantes

porque somos diferentes cultive suas diferenças pedro emanuel 19

Como nós queremos ser aceitos por pessoas ainda desconhecidas, acabamos muitas vezes criando um(a) personagem, uma pessoa que não somos.

Tudo bem que nos primeiros momentos é até aceitável para se socializar e tudo mais. No entanto, se aprofundarmos numa relação e não termos liberdade para ser quem de fato somos, essa relação pode não ser tão saudável assim, principalmente para quem mascara.

É interessante que assumamos as nossas diferenças, elas não são defeito algum. Se elas incomodam alguém, que não aceita, o lixo é dela.

Perceba que até grandes ídolos têm também as suas “manias”/diferenças destacadas e exaltadas, como por exemplo:

Ayrton Senna

  • Individualista;
  • Extremamente perfeccionista;
  • Pouco tolerante com os erros dos demais.

Fausto Silva (“Faustão”)

  • Falar demais, ao ponto de interromper os entrevistados.

Roberto Carlos

  • O rei costuma usar sempre de branco ou azul nas suas aparições públicas;
  • Só sai pela mesma porta que entrou;
  • Evita as cores marrom, preta e roxa;
  • Não gosta de ter o fio do microfone em contato com o corpo. Ainda sobre o palco, Roberto não passa por cima de cabos de som ou fios elétricos. Todos devem estar embutidos ou próximos às paredes.;
  • Só dá autógrafos em papéis em branco, evitando jornais e revistas, porque estes podem ter notícias ruins;
  • Ao escrever uma letra, jamais rabisca um verso, nem coloca setas no papel (principalmente as que indicam para baixo);
  • Não pronuncia as palavras: azar e mal, fazendo até alterações nas músicas de outrem quando cantava;
  • Não costuma dar bis no fim de seus shows;
  • Não costuma estrear nada no mês de agosto;
  • Não fecha contratos na lua minguante.
  • Evita o número 13, em especial nas poltronas de aviões e andares de hotéis (curiosamente, o seu nome artístico “Roberto Carlos” tem 13 letras);
  • Como regra, só contrata um novo músico para a orquestra que o acompanha quando um dos integrantes morre;
  • Jamais volta uma fita no gravador;
  • Comemora o Réveillon uma hora depois da meia-noite, pois não segue o horário de verão;

Romário

  • Indisciplinado;
  • Chegava atrasado aos treinos, quando não os faltavam;
  • Se envolvia em brigas, inclusive dentro e fora de campo;
  • Usava gírias constantemente.

Silvio Santos

  • Integra um microfone por cima da gravata;
  • Faz perguntas indiscretas para a mulherada;
  • Sorriso inconfundível.

 

Conhece outra(s) personalidade(s) nacional que também tem seus hábitos incomuns? Comenta aí no final do artigo.

São essas diferenças que as tornam ainda mais marcantes, pois reforçam suas identidades.

Se tentarmos viver na expectativa de sermos “perfeitos”, “superiores”, a frustração e a rigidez passarão a ser uma constante no nosso dia a dia podendo até desencadear um quadro de neurose obsessiva, porque estaríamos nos assemelhando mais com robôs do que realmente somos.

Quando isso ocorre, as pessoas não se conectam tanto por não sermos parecidos com elas. Não geramos simpatia, tampouco empatia, e dificilmente originará no sentido inverso também.

Essa antipatia criada pode ser comparada ao que geralmente sentimos com os operadores de telemarketing, pois eles parecem um robô, ou uma gravação.

Seguem um roteiro à risca sem demonstrar suas emoções e particularidades buscando tratar todos da mesma forma.

E ainda tem mais…

Você já parou para pensar como seria o mundo hoje se não houvesse ninguém que pensasse e fizesse algo diferente?

Literalmente, ainda continuaríamos sendo seres pré-históricos.

Se temos tantas inovações hoje, toda parafernalha industrial/tecnológica, é porque tivemos pessoas que pensaram diferente, e consequentemente realizaram novas experiências.

Desde os tijolos da sua casa até a mais avançada tecnologia que temos hoje, foi possível graças a pessoas que acreditaram em seus sonhos e sobretudo, em si mesmas.

 

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Os 3 pilares básicos para a construção de relações positivas

relações positivas e seus 3 pilares pedro emanuel 20

Por mais bonito que seja o clichê “eu trato todo mundo igual”, isso não é verdade, e que bom (pelo menos na minha visão). Vou explicar melhor isso logo abaixo.

Duvido que tratemos pessoas queridas iguais aos que não queremos por perto. Não tratamos nossos pais, da mesma forma que nossos filhos. Não tratamos nossos filhos da mesma forma que tratamos quem acabamos de conhecer e assim por diante.

Para construirmos relações positivas, é preciso pautarmos elas em 3 pilares básicos, são eles:

1. Equidade

O conceito de equidade pode parecer novo para alguns, mas é um dos termos mais antigos da humanidade no que se refere à uma conduta ética por parte do ser humano.

Do latim aequitate, a palavra equidade significa justiça natural, disposição para reconhecer imparcialmente o direito de cada um, ou simplesmente justiça, igualdade e retidão, levando em consideração o relacionamento entre os indivíduos em seu meio.

Em resumo, significa reconhecer que todos precisam de atenção, mas não necessariamente dos mesmos atendimentos.

É o princípio da equidade que norteia as políticas de saúde pública brasileira, reconhecendo necessidades de grupos específicos e atuando para reduzir o impacto das diferenças.

No Sistema Único de Saúde (SUS) por exemplo, (teoricamente falando) a equidade se evidencia no atendimento aos indivíduos de acordo com suas necessidades, oferecendo mais a quem mais precisa e menos a quem requer menos cuidados.

Portanto, busca-se, com este princípio, reconhecer as diferenças nas condições de vida e saúde e nas necessidades das pessoas, considerando que o direito à saúde passa pelas diferenças sociais e deve atender a diversidade.

Um exemplo prático de aplicação da equidade ocorre em atendimentos de urgência em hospitais. A prioridade no atendimento é definida por critérios predeterminados, que englobam desde a hora da chegada na unidade de saúde até a gravidade de cada caso.

Sendo assim, uma vítima de acidente grave passará na frente de quem necessita de um atendimento menos urgente, mesmo que esta pessoa tenha chegado mais cedo ao hospital.

Logo, a proposta é que primeiro possamos tratar todos de forma igualitária, para depois buscarmos adequar e atender cada necessidade em sua forma de prioridade visando reduzir a probabilidade de danos e de entregar seus direitos de acordo com suas respectivas demandas.

“Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade.”

– Aristóteles

 

2. Busca constante pela empatia

Embora já tenhamos nascidos com os neurônios espelhos (falarei sobre eles logo adiante), acredito que a empatia, embora seja uma palavra tão popular hoje em dia, é um dos mitos utópicos que a humanidade carrega, já que (na minha concepção) ela não pode ser alcançada/experienciada plenamente.

Pois, temos uma capacidade limitada para projetar a nossa personalidade em alguma forma de modo que sintamos o que este outro ser pensa baseado na personalidade dela.

Sinceramente, eu não sei se sinto em lhe informar, mas, jamais conseguiríamos no colocar por completo no lugar de outra pessoa, o motivo disso é bem simples, mal conhecemos esse o outro (história de vida, processo de criação e desenvolvimento desde a barriga da mãe, experiência vivenciadas, informações armazenadas), ninguém sabe o que de fato, passa na mente de terceiros.

Muitos de nós nem nos conhecemos direito, quanto mais as outras pessoas.

A única pessoa que pode ter mais consciência sobre o que de fato você é, é você mesmo(a). Visto que foi você a única pessoa que lidou com todos os acontecimentos de sua vida, a única pessoa que te acompanhou e continuará acompanhando por todos os dias de sua existência.

Por isso que nomeei este tópico de “busca contante pela empatia”, e não apenas “empatia”. Pois como já disse, não é algo que será concretizado por completo, então penso ser mais conveniente que nos preocupemos mais em buscá-la constantemente.

Se alguém disser: “eu sou empático”, logo, leva-me a entender que ela não tem egoísmo,  já que o verbo “ser” caracteriza um fato atemporal em tal afirmação. Isso acarretaria em viver em função dos outros, porque está sempre se colocando no lugar de outrem, porém, nunca no dela.

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Sobre os neurônios espelhos, eles formam um grupo de células que foram descobertas pela equipe do neurobiólogo Giacomo Rizzolatti, e que parecem estar relacionadas com comportamentos empáticos, sociais e os imitativos. Têm como objetivo refletir a atividade que nós estamos observando.

Diversos estudos comprovaram que existe um grupo de células que se ativa no cérebro quando um animal ou um ser humano realiza uma atividade, e quando observa outros executarem uma ação, tendo uma representação mental dela. Daí vem a razão para utilizar a palavra “espelho”.

Para a psicologia, esses neurônios possuem um papel fundamental na parte comportamental, pois são eles que nos dão a capacidade para tentar se colocar no lugar do outro.

Curiosamente, são as nossas células espelho que nos fazem bocejar segundos depois de percebermos outra pessoa bocejando.

“Assim que Hope, de apenas nove meses, viu outro bebê levar um tombo, ficou com os olhos cheios d’água e engatinhou até sua mãe, procurando consolo, embora não fosse ela que tivesse levado o tombo. E Michael, com um ano e três meses, foi buscar seu ursinho de pelúcia para entregá-lo ao amigo Paul, que chorava; como Paul continuava chorando, Michael agarrou no cobertorzinho “de segurança” do amigo. Esses pequenos atos de simpatia e solidariedade foram observados por mães treinadas para registrar tais incidentes de demonstração de empatia.

Os resultados do estudo sugerem que as origens da empatia podem ser identificadas já na infância. Praticamente desde o dia em que nascem, os bebês ficam perturbados quando ouvem outro bebê chorando – uma reação que alguns encaram como o primeiro indicador da empatia que se desenvolverá até a idade adulta.”

– Daniel Goleman. Livro: Inteligência Emocional

 

É em tentativa de esforços que buscamos chegar perto do lugar ao qual o outro está ocupando atualmente, porém, não existem métodos que nos proporcionem ter uma percepção de mundo exatamente como a do objeto projetado.

Quantas vezes você já tentou ajudar genuinamente uma pessoa desconhecida ou mesmo querida e ela te repreendeu por isso?

Não dá para sentir o que o outro sente. Apenas podemos fantasiar, imaginar, chegar próximo. Porém, mesmo com este exercício, inevitavelmente e inconscientemente iremos colocar as nossas características latentes nessa análise.

De todo modo, a busca constante pela empatia é algo muito válido para dificultar menos a nossa compreensão perante os outros, esta procura não deve(ria) ser cessada apenas pelo fato de saber que não podemos alcançá-la, porque é essa busca que ajudará a tornar as relações interpessoais e o mundo melhor.

 

3. Respeito

Respeito é a base. Não há confiança, não há amor, não há amizade se não houver respeito

Respeitar é impor limites para nós mesmos, visando cuidar ou ao menos preservar o espaço da outra pessoa para que ela possa viver sem se prender em nossas vontades subjetivas.

É despir-se do egocentrismo. É ter a consciência de que o mundo não gira ao nosso redor, e que (quaisquer) outras pessoas também devem ter seus direitos e gostos preservados.

Respeitar não é bancar a hipocrisia do politicamente correto.

Ao respeitarmos autenticamente o outro, para além de questões éticas, esse ato torna-se sem dúvidas, uma das maiores virtudes que podemos ter na vida.

Quando posta em prática, essa palavra de 8 letras tornam as pessoas mais unidas, basta levarmos em consideração de que a falta dela é capaz de promover qualquer desunião simples, e até direitos violados.

Portanto, não nos cabe o direito de julgar ninguém, mesmo que esse seja um hábito da maioria das pessoas. Quem julga transfere para fora seus pensamentos rígidos, seus incômodos, vomitam suas inflexibilidades, ao invés de tratá-las.

Quando não nos sentimos capazes de respeitar o próximo, talvez fosse interessante mantermos uma certa distância dessa pessoa cujos costumes nos ofendam/incomodem, e não nos sentirmos detentores do mundo para julgá-las se estão “certas” ou “erradas”.

Vai adiantar o quê julgar o outro porque ele usa tatuagens, piercings, alargador, etc.? Vai adiantar o quê julgar o outro pelo modo que ele se veste? Pelas palavras que usa? Pela identidade de gênero que assume? Por ser de uma determinada religião ou não ser? Pelo o que bebe ou fuma? Pelo que faz ou deixa de fazer?

Julgar é muito diferente do que ter e defender um ponto de vista contrário.

Respeitar é reconhecermos que somos apenas um grão de areia dentro de um universo imensurável com outros inúmeros grãos, cada qual com suas particularidades, e que gostando deles ou não, teríamos acima de tudo, a sabedoria de perceber o quanto seríamos imperceptíveis sem eles por perto. Logo, não teria porquê faltar com respeito ao próximo.

– Pedro Emanuel

 

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O que é?… Por favor, me explique

o que é pedro emanuel 21

O que é ser certo ou errado?

O que é ser bonito ou feio?

O que é ser bom ou ruim?

O que é ser agradável ou desagradável?

O que é ser bem sucedido ou fracassado?

O que é ser forte ou fraco?

O que é ser inteligente ou ignorante?

O que é ser normal ou louco?

O que é ser rico ou pobre?

Quando é cedo ou tarde demais?

O que é que tenho que fazer e não fazer?

Como tenho que fazer?

Como não fazer?

 

Por favor, me explique

De onde vem tantas verdades absolutas?

Você já parou para refletir sobre essas questões aparentemente banais

Ou se tornou mais um(a) que foi seguindo a manada

E justifica seus atos por meios de motivos superficiais?

 

Tudo isso está nos olhos de quem vê. Cada um carrega a sua verdade, no entanto, muitos por falta de autoconhecimento, não sabem as suas e acabam aceitando as verdades alheia.

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Milhões de pessoas constroem suas vidas baseadas no que a sociedade pensa e julga ser o que é mais “adequado”, mais “certo”, “normal” para ela.

Tentam se enquadrar de diversas formas ao sistema. Mudam suas aparências, modos de se portar, gastam uma fortuna nesses processos, e não é por uma mera questão de vaidade como muitos pensam (inclusive eu, há pouco tempo atrás), mas sim, na esperança de se sentirem (mais) aceitas pelos outros.

Em vários casos chegam a negar totalmente as suas origens.

Sobre isso, vale refletir também sobre uma frase de S. Freud: “antes de diagnosticar a si mesmo(a) com depressão ou baixa autoestima, primeiro tenha certeza de que você não está de fato, cercado(a) por idiotas.”

Por isso, pense melhor sobre essas questões que levantei no poema acima, descubra as suas verdades com a consciência de que tudo é uma questão de ponto de vista (e não verdades absolutas inventadas pelos humanos) e também de que tudo é passível de mudanças.

 

A importância de uma boa convivência

a importância de uma boa convivência pedro emanuel 22

Nós somos seres de afeto, que afeta.

Você tem noção de como as relações interferem na sua qualidade de vida? Um dos grandes segredos para a felicidade não é a ignorância, não é ter o corpo “perfeito”, não é ser um bilionário nem milionário, muito menos a redução das expectativas. Mas sim, construir e manter relações saudáveis.

Se eu pedir para que neste momento, você se lembre dos momentos mais felizes na sua vida, perceberás que se não em todos, pelo menos na maior parte dessas lembranças também terá a presença do outro.

Isso não necessariamente quer dizer que a nossa felicidade depende do outro, mas sim, que com o outro ela faz mais sentido ao ser compartilhada somada.

Não viva para o outro, tampouco do outro. Viva com o outro.

– Pedro Emanuel

 

Conclusão

porque somos diferentes igualdade na mais bela das diferenças pedro emanuel 23

Embora sejamos da mesma raça, nunca seremos iguais enquanto sujeitos, no máximo, semelhantes.

Espero que você tenha compreendido o tamanho da importância que a mensagem implícita nesse conteúdo pode nos trazer enquanto sociedade, para que passemos a nos aceitar mais como somos, e não como os outros gostariam que fôssemos. E a partir daí, melhorar a nossas relações.

Creio que diante desse breve recorte por nossa história, fica evidente o quão imbecil torna-se a prática de sustentar qualquer tipo de discriminação social.

Todos somos diferentes, e muito das vezes, são essas diferenças que nos tornam marcantes. Busque saber dos outros quais as suas características mais marcantes, e provavelmente receberá feedbacks relacionados com alguns pontos da sua personalidade que se destacam diante dos demais.

O que é certo ou errado, bom ou ruim e assim por diante é muito relativo. E para que não fiquemos presos nos (pre)conceitos da massa, é preciso que passemos a assumir o protagonismo de nossas vidas.

Precisamos dar um basta nos ruídos externos e internos, e adquirir mais autoconhecimento para facilitar o sentimento de amor próprio.

Diante dessa visão, eu agora espero poder contar com a sua ajuda para propagar este conteúdo a fim de conscientizar mais pessoas sobre a nossa história e quem sabe resgatar mais a autoestima delas.

Acredito que se fôssemos uma sociedade mais consciente e que buscasse mais a empatia, não estaríamos brigando só pelas minorias atualmente (que também é necessário, porém lutamos apenas ao que nos convém e o resto que “se dane”), mas sim como um todo, buscando meios para que sejamos tratados com equidade e genuíno respeito.

Como você já viu neste artigo: somos uma única espécie, uma única raça.

 

“A união faz a força e é por isso que somos fracos.”
– Edfs

 

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Como acredito que este seja um tema de utilidade pública, estou deixando logo abaixo para você a oportunidade de baixar essa apresentação completa em slides (power point) e pdf.

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Lembrando que também está incluído no “pacote” o e-book com apresentação + texto desse artigo integrados e bem organizados.

 

Forte abraço e até o próximo artigo.

 

Pedro Emanuel | Artigos Épicos Sobre Ser Humano.

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