⚫️ Por Que o Outro Me Incomoda Tanto? Entenda Definitivamente Porque o Outro Nos Incomoda e Como Eliminar Esses Incômodos Pela Raiz Para Viver Em Paz

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Se você é uma das pessoas que também já se perguntou “por que o outro me incomoda tanto?” e não sabe direito como lidar com esses incômodos constantes ou mesmo se a sua presença incomoda os outros, esse artigo foi feito especialmente para você, pois nele você verá:

 

  • Porque o outro nos incomoda;
  • As 6 causas de todo incômodo e o que eles têm a dizer sobre você;
  • O que te incomoda no outro é problema seu;
  • Porque o mundo não é justo;
  • De quem é a sua paz;
  • Por que damos tanta importância a pessoas que mal conhecemos?;
  • As principais válvulas de escape que os incomodados excessivamente encontram;
  • Como conseguir eliminar os incômodos e manter sua paz praticamente inabalável em 3 passos simples;
  • Quem se incomoda por qualquer coisa, incomoda;
  • Conclusão

 

Convenhamos que incômodo é um sintoma que quando presente em excesso, estraga o(s) dia(s) de qualquer pessoa.

Você já parou para se perguntar por que o ser humano em geral se incomoda com tantas pessoas e situações no dia a dia? Ou, por que deixamos os outros interferirem na nossa paz?

É fato que nós seres humanos vivemos reclamando de inúmeros fatores (coisas, pessoas, situações) todos os dias, inclusive essa pode ser uma das portas de entrada para doenças psíquicas.

Estamos sempre buscando a quem culpar quando algo de menos bom acontece conosco, enquanto fazemos questão de gritar para vangloriar nossas vitórias.

Infelizmente, esse é um hábito bem latente da nossa espécie.

O que acontece de positivo com a gente, fincamos a bandeira bradando que foi unicamente conquistada por nós, com nosso suor, labuta.

Entretanto, quando o contrário vem à tona resolvemos olhar para fora, na caça de uma cabeça a qual possa servir a carapuça (pertencente a cada um de nós) que tiramos do próprio bolso.

Tudo bem que tem certas situações que querendo ou não vão gerar bastante incômodo na gente, ou muitas vezes repulsa, como por exemplo: casos de humilhações, agressões, algum tipo de abuso/assédio a nós ou a outras pessoas.

Claro que não vou eximir de mim esse direito que também tenho de me sentir incomodado nessas situações, porque o incômodo também é um gatilho para nos protegermos e resolvermos problemas com mais rapidez, ao menos poderá servir para nos manter distantes de pessoas e eventos que nos estressam.

Situações irritantes que envolvem dor física, como por exemplo: beliscões, pisões no pé, cutucadas, etc., são outras que não entrarão em questão neste artigo, porque interfere completamente no espaço físico da outra pessoa, e portanto, obviamente causarão incômodo.

O tipo de espaço que podemos e iremos trabalhar é o que mais acontece em nosso dia a dia, que é o da aceitação do comportamento do outro.

Daremos enfoque aos incômodos corriqueiros que surgem diretamente e (principalmente) indiretamente quando outro nos mostra algo que por algum motivo (você irá descobrir logo abaixo) não gostaríamos de ver/presenciar/sentir.

Situações essas que podem atrapalhar significativamente a nossa qualidade de vida com situações aparentemente simples, principalmente nos relacionamentos.

Para saber, basta continuar lendo…

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Por que o outro me incomoda tanto?

Estamos constantemente nos incomodando com o que acabou de acontecer, com o que aconteceu há muito tempo, com o que está acontecendo e com o que (talvez) venha a acontecer.

Passado e futuro também não escapam dessa aflição presente.

Nos incomodamos com a roupa que o outro veste,

Com o jeito de andar

Jeito de sorrir

Jeito de abraçar

Jeito de dormir

Jeito de comer

Jeito de cantar

Jeito de responder

Jeito de perguntar

Jeito de sentar

Jeito de se levantar

 

Nos incomodamos se fulano fala demais,

Mas também incomoda se ele deixa de falar,

 

Nos incomodamos até com a felicidade alheia

E, quicá do jeito de amar.

– Pedro Emanuel

 

Mas por que será que nos incomodamos tanto assim com os outros e nada com a gente?

Na verdade, por incrível que pareça, o incômodo que você sente com os outros pode ter muito a dizer sobre você.

Faça o seguinte: pense agora nas pessoas que te incomodam constantemente… Agora lembre daquelas características que “lhe dão nos nervos” (rs).

Essas características que você acabou de puxar da memória, podem refletir quem você é e talvez não queira admitir/aceitar.

Entenda melhor…

Nós seres humanos temos um mecanismo de defesa emocional, chamado projeção. A projeção pode ser considerada funcional ou disfuncional, normal ou patológica.

Trazendo esse fenômeno para o assunto desse artigo, ela funciona como se fosse um reflexo em que projetamos nas outras pessoas aquilo que nos incomoda. Pois encontramos com mais facilidade o que não aceitamos no outro, do que em nós mesmos (mesmo que seja a mesma coisa).

Por este motivo que inúmeras pessoas ficam fazendo julgamentos, críticas, e afincos com quem apresenta certas características que o julgador possui, mas que por algum motivo (geralmente por medo de algo ou até desconhecimento), reprime.

Até porque, somos estimulados desde pequenos a sair pelo mundo olhando para fora, não para dentro.

Com isso, acabamos conhecendo muito pouco a única pessoa que nos acompanha todos os dias, até que tomemos consciência da importância de ser protagonista da vida.

 

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As 6 causas de qualquer incômodo e o que eles têm a dizer sobre você

Agora que você sabe que na verdade o motivo dos seus incômodos está para além de terceiros, ou seja, estão arraigados em você mesmo(a), vamos ver o que eles podem dizer sobre você:

1. O outro incomoda porque ele tem o que você gostaria de ter

O fato de não possuir tais características de fulano ou fulana pode influenciar para que sintamos incomodados com eles.

Podemos desejar inconscientemente ou conscientemente ser como fulano(a) em algum aspecto, e lembrar dessa característica que não possuímos pode ser doloroso a ponto de causar um forte incômodo toda vez que somos lembrados disso.

Exemplo: Uma pessoa que sempre foi tímida e já buscou diversas vezes trabalhar essa timidez (inclusive com seu namorado) mas não conseguiu obter grandes progressos com o passar do tempo ainda, pode se incomodar demasiadamente em ficar diante de uma mulher extrovertida e que se expressa muito bem, principalmente se ela estiver conversando com seu namorado.

 

2. O outro incomoda porque ele tem aquilo que você tem, mas não aceita

Todos nós temos aquele lado sombrio em que nem nós mesmos conhecemos direito. Por este motivo, muitos acabam buscando evitar esse lado desagradável, inclusive recusam-se a admitir que possuem.

Deste modo, quando encontramos no outro aquilo que buscamos evitar na nossa personalidade também causa incômodo.

Isso também serve para aspectos que precisamos melhorar e/ou que já apresentamos no passado e não gostamos de nos lembrar.

Exemplo: Um sujeito comenta sobre o outro (que nem conhece direito): “tudo fulano critica e ainda fica julgando os outros sem nem conhecer”. E o que esse sujeito está fazendo ao proferir tal comentário? Criticando e julgando sem nem conhecer.

 

3. O outro incomoda porque de algum modo ele lhe faz lembrar de características sofridas da sua vida

Tendemos a ser resistentes a ficar com pessoas que nos façam lembrar através das suas características físicas ou pessoais (até mesmo os mínimos detalhes) momentos que passamos que avaliamos como ruins, desagradáveis e/ou que geraram sofrimento mesmo, e que ainda podemos estar sujeitos a recaídas por não termos conseguido superar esse ocorrido por completo.

Exemplo: Uma pessoa que é traída pelo seu cônjuge com a melhor amiga (até então), pode se sentir extremamente incomodada quando se encontra com um dos dois, ou quando alguém pede para que ela conte sobre esse caso.

 

4. O outro incomoda porque foge da percepção que você construiu sobre “normalidade”

Podemos ficar muito incomodados com pessoas que vivem, agem e/ou pensam de forma diferente da nossa.

Esse fato dá-se por conta de que estamos habituados com os nossos costumes, e tudo que vem de contra a eles certamente irão quebrar o padrão nos tirando da zona de conforto, ou seja, causará incômodo.

Nesse caso, as diferenças que o outro tem em relação a nossa personalidade incomoda porque não aceitamos/respeitamos as diferenças dele.

Exemplo: Pessoas que são heterossexuais se incomodam profundamente quando estão no mesmo ambiente com homossexuais, a ponto de ignorá-los totalmente.

Alerta: Pessoas que se irritam exageradamente com as outras só por elas serem diferentes podem ser portadoras da pior doença do mundo(!).

 

5. O outro incomoda porque você está com baixa autoestima

Podemos estar com a autoestima em baixa e acabar criticando o outro para que sintamos de alguma forma, superior a eles.

Pois pode brotar uma necessidade de julgar o outro para passar uma mensagem para si e os outros de que “eu sou melhor do que ele”.

Em níveis mais extremos, pode chegar a casos de humilhação.

No entanto, ao fazer isso, o sujeito incomodado admite se sentir inferiorizado,

 

6. O outro incomoda porque você mesmo(a) não se respeita

Podemos apoiar a nossa falta de respeito para com nós mesmos em outras pessoas, chegando a nos sentir incomodados por elas. Mas na verdade, no fundo somos nós que permitimos que o outro traga tal incômodo.

Exemplo: Uma pessoa vive dizendo que está incomodada porque os outros a sobrecarregam de afazeres, porém, se aprofundarmos um pouco mais a nossa visão nos certificaremos que por trás dessas lamúrias está evidenciada a dificuldade da mesma em dizer “não”, e por este motivo acaba aceitando tudo o que lhe colocam para fazer. No final das contas, esse comportamento só culmina em um reforçador para terceiros continuar mandando mais tarefas.

Do mesmo modo que você se incomoda com os outros, se a sua presença for incômoda para os demais, também será por causa de um desses 6 motivos. Isso não quer dizer que a culpa está toda na outra pessoa, porque você também pode buscar se adaptar a mesma e fazê-la sentir menos incomodada.

 

O que te incomoda no outro é problema seu!

Como você pôde notar nas 6 causas acima, todas possuem relação direta com você.

 

Veríssimo que me desculpe, mas atribuir tudo de ruim só ao povo é incorreto e incompleto: o povo é aquilo mesmo, talvez até mais, porém não é o único responsável por tudo estar errado. Tem os outros que não prestam.

Vamos às eleições de 1989: todos queriam Lula, mas na hora da verdade, vêm os outros e votam em Collor. A anarquia que reina no congresso nada tem com o povo, que não vota leis. São os outros que votam. Os outros fumam nos ônibus e elevadores e nem se preocupam com as boas maneiras ou proibições. (Os outros que obedeçam, dizem cinicamente).

Quem é que não sabe votar? Quem votou neste político que além de corrupto ficou impune? Quem fura as filas? Quem dirige sem cuidado, achando-se dono das ruas só porque tem carro? Quem entra na contramão? Quem buzina quando abre o sinal verde? (…) Quem acreditou no choro da santa? Ou na imagem da santa no vidro? Os outros, e ninguém mais.

Alguém já teve notícias de acidentes que não sejam provocados pelos outros? Nunca! Eu, quando viajo, nem me preocupo comigo, mas com os outros que são irresponsáveis, ultrapassam nas curvas, guiam com excesso de velocidade. Os outros, sempre os outros.

Os outros são nossa desgraça! Mas quem afinal, são os outros? Devem ser entes sobrenaturais, pois nunca os outros se identificam.

Todos criticamos ou nos escondemos por trás dos outros, todos projetamos nos outros os traços ruins de nossa personalidade, todos esperamos que os outros cumpram com o dever, mas ninguém diz quem são os outros…”

– Luciano Lira Macedo.

 

O mundo não é justo

Como digo no meu e-book grátis Os 6 Mitos Sobre Pensamento Positivo: o mundo não é justo (e você já deve saber disso).

Há realidades nele que nós humanos trazemos e não podemos ignorar, como: desastres ambientais, instabilidade global, guerras, doenças, fome, pobreza, assassinatos, genocídios.

Como também é possível encontrar dentro dele (e do nosso) a paz, amor, gratidão, felicidade, harmonia, positividade, etc.

Temos um turbilhão de negatividade e positividade para vibrar.

Não escolhemos nascer, nem o local, nem a família, nada! Apenas fomos “jogados” aqui e temos que nos adaptar ao sistema, cultura, família, mercado de trabalho, etc., ou buscar um modo de viver fora de certos padrões limitantes (o que é muito difícil, mas que pagar o preço pode valer a pena).

Chega um certo ponto da vida que nós já podemos caminhar com as nossas próprias pernas, e é a partir deste momento que a vida passa a fazer mais sentido e ganhar mais brio (ou pelo menos seria a lógica).

Ficar reclamando, murmurando, só irá fazer com que você foque no que é negativo sem ter a intenção de resolver a questão, podendo gastar uma energia demasiada, além de sugar também a de quem está a volta. E vale lembrar aqui o que disse no artigo “Comece a Atrair o Que Você Deseja Agora“: nós atraímos aquilo que focamos.

 

“As pessoas (no modo geral) por aqui não querem saber quem você é, elas querem saber o que você faz ou deixa de fazer, o que você tem a dar, o que você tem a oferecer.

As suas ações dão forma a sua aparência, são as suas atitudes que ficam em destaque na vitrine, e eu sei que elas não transparecem tão bem para todos quem realmente tu és, porém, pouquíssimas pessoas entram na loja quando não gostam do que veem, elas simplesmente passam e depois nem irão se lembrar de você. Essa é a dura realidade.”

– Pedro Emanuel

 

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De quem é a sua paz?

Mesmo que acreditemos que o mundo como um todo é injusto, ainda podemos ter o controle da nossa paz.

Sim, a sua paz está sob a sua guarda, porém se você permite que alguém venha e tire ela de você, não é caracterizado um furto ou roubo, mas sim que você mesmo(a) cedeu ela para outrem.

O que te incomoda tira a sua paz, se tira a sua paz, logo, essas situações incômodas exercem maior influencia sobre você e sua vida do que você mesmo(a).

Para combater isso, faz-se necessário que você se liberte do vitimismo e assuma o protagonismo da sua vida.

A menos que queira continuar vivendo na zona de conforto, sem ter que se responsabilizar pela vida que leva, e assim, não precisar ter peso na consciência quando algo desagradável acontecer com você.

Como costumo dizer: é você que escolhe a vida que leva.

 

Por que damos tanta importância a pessoas que mal conhecemos?

Eu acho no mínimo interessante a energia (des)necessária que gastamos para tentar fazer o outro acreditar em algo que não condiz com o que de fato, sentimos.

Isso pode ser por diversos motivos, eu também não vou negar que já fiz muito e faço (com menos frequência) até hoje, pois acredito que realmente alguns deles podem justificar, na minha opinião.

O que não faço é ignorar o fato de que ao fazermos isso, estamos assinando também o atestado de que os alvos desses “fingimentos” são importantes para nós. Negar essa importância seria obviamente, contraditório.

Curiosamente, se você parar para pensar, perceberá também que as pessoas que mais amamos são aquelas que mais nos tiram do eixo. Somos mestres em tratar desconhecidos bem, enquanto aqueles que convivemos e estão dentro da nossa casa temos uma relação tempestuosa, muitas vezes sem respeito algum.

Infelizmente tendemos a tratar estranhos melhor do que aquelas pessoas que já conhecemos há anos, inclusive nossos familiares.

Sabendo disso, deixo outro alerta para que você: valorize muito mais quem já está com você há um bom tempo do que aqueles que mal chegaram na sua vida e você nem conhece direito.

Mesmo que fulano seja uma pessoa “chata”, que incomoda e que você ainda guarde mágoas, você pode até demonstrar não se importar, mas só o fato de permitir que ela interfira nos seus sentimentos evidencia tal influencia que ele exerce sobre você.

Lembro-te que também somos o tal “alvo”. E o mais bacana de olhar essa questão por este prisma (na minha visão) é que quem comete tais atos conosco, confirma que de alguma forma, somos importantes para elas.

 

 

As principais válvulas de escape que os incomodados excessivamente encontram

É comum que pessoas incomodas em excesso busquem algumas formas de aliviar esse estado de tensão, como:

  • Reclamar e criticar. Inclusive fazendo uso constante de mídias sociais para isso;
  • Comer mais do que está habituado;
  • Discutir a ponto de partir para agressões verbais e/ou físicas;
  • Consumir  droga(s).

 

Podem trazer certo alívio a curto prazo, no entanto, certamente também irão trazer novos (e maiores) problemas à longo prazo.

 

Como conseguir manter sua paz praticamente inabalável

Digo “praticamente” porque não quero bancar o sensacionalista afirmando algo que tem 99,9% de chances de não acontecer.

A ideia é manter a paz pelo maior tempo possível, porém não posso garantir que será sempre assim, porque muito provavelmente não será.

De antemão, gostaria de lembrar que o seu estilo de vida (família, rotina, situação socioeconômica, local que mora, cidade, etc.) também influencia.

Veja abaixo os 3 pontos que você precisa trabalhar para manter a sua paz interior com você:

1. Seja maior que seus impulsos

Não reagir instintivamente é o primeiro passo para começar a diminuir os seus incômodos com terceiros.

Pessoas que como disse anteriormente, que dizem não levar desaforo para casa deixam a desejar justamente neste ponto de partida.

Elas estão apenas reagindo aos estímulos, e não processando-os para encontrar qual seria a saída mais inteligente de modo que as partes envolvidas saiam preservadas da ocasião.

Começando por um processo de reflexão, uma espécie de movimento de “pensar sobre o pensar” que passamos a tomar mais consciência das atitudes que iremos tomar.

Aumentando assim, as chances delas serem de melhor qualidade tanto para conosco, quanto para quem está ao redor.

 

2. Adquira cada vez mais autoconhecimento e autoaceitação

Esse foi o ponto crucial para que eu conseguisse virar a chave das minhas maiores crenças limitantes.

Quem começa a refletir, acaba obtendo mais autoconhecimento, e consequentemente a autoaceitação.

 

 “Aceitar-se a si mesmo é um pré-requisito para uma aceitação mais fácil e genuína dos outros.”

– Carl Rogers

 

Quem se conhece intimamente não se deixa abalar pelos insultos, provações, críticas “destrutivas” e demais atitudes negativas partindo de outras pessoas.

Ao receber comentários depreciativos por exemplo, quem se conhece bem enxerga apenas duas formas de interpretação:

  • Verdade. Nessa caso, não a motivo para se ofender. Até pelo contrário, a depender da situação.
  • Mentira. Nesse caso, também não há motivo para se ofender. Já que a pessoa que detém autoconhecimento sabe que o outro só está dizendo aquilo para provocar e/ou porque simplesmente não a conhece.

 

Exemplo¹: Se uma pessoa tenta me insultar chamando de “burro”, analiso a colocação e imediatamente encaixo na categoria de mentira.

Logo, não tem porquê eu ficar incomodado, tampouco preocupado em saber que alguém pense isso de mim em determinado momento, porque tanto eu quanto aqueles que me conhecem sabem que é mentira, e na primeira oportunidade que tiver poderei provar.

Exemplo²: Se uma pessoa diz que eu falo pouco, analiso a colocação e encaixo-a dessa vez na categoria de verdade.

Porque realmente a depender da pessoa e da situação, eu decido escutar bem mais do que falar.

Logo, também não tem motivos para que eu fique incomodado. O outro apontou apenas um fato que só depende de mim para mudar (caso eu queira).

Ou seja, em nenhum dos dois casos haverá uma ofensa configurada, a não ser que a “vítima” aceite o comentário do outro como verdade (o que geralmente acontece quando não sabemos quem somos).

Mas para isso, ela realmente precisa assumir o papel de vítima.

Por não se conhecerem, desenvolvem também outros sintomas, como: insegurança, timidez, vitimização, agressividade, ansiedade, humor instável, vaidade excessiva, etc.

Cada pessoa reage de uma forma diante dessa falta (de si mesmo[a]).

 

“Nós nos ofendemos quando não nos conhecemos […].

A pessoa que tem domínio de si jamais se ofenderá. Eu só posso me ofender se eu não me conhecer.

Alguém me insulta dizendo algo sobre uma questão pessoal.

Só há duas hipóteses: a pessoa está dizendo a verdade ou ela está mentindo”

– Leandro Karnal

 

Autoconhecimento é a chave para você dominar o mundo.

 

Ninguém pode te ofender, só você que pode se sentir ofendido.

 

3. Pergunte a si mesmo(a): “por que isso me incomoda tanto mesmo?!”

Fazer essa pergunta quando você se sentir-se irritado(a)/incomodado(a) pode parecer simples, mas irá revelar uma das 6 causas que citei no início desse artigo.

Exemplo¹: Uma pessoa que se incomoda demasiadamente com a roupa que a mulher usa, ao se perguntar “por que isso me incomoda mesmo?!”, pode chegar a conclusão de que não há nada de errado com a mulher, mas sim com ela.

Porque como digo na causa 4: o outro foge da percepção que você construiu sobre “normalidade”.

Exemplo²: Uma pessoa que se incomoda profundamente com outra porque essa “outra” tirou uma foto na frente do espelho com o iPhone que acabou de comprar e postou nas redes sociais, e em menos de 5 minutos já recebeu milhares de curtidas.

Nesse caso, o “porquê” do incômodo pode estar na causa 1: o outro incomoda porque ele tem o que você gostaria de ter.

 

Quem se incomoda por qualquer coisa, incomoda

“Na China antiga, um homem chamado Wong sentia-se hostilizado pelas pessoas da pequena aldeia onde morava. Um dia, o sr. Wong foi visitar o sábio da região e desabafou:

– Cumpro minha obrigações para com os deuses, sou um bom cidadão, um exemplar chefe de família, vivo praticando a caridade… Por que as pessoas não gostam de mim? – A resposta do mestre foi simples:

Sr. Wong, embora senhor seja caridoso, o seu rosto sério leva todos a uma conclusão diferente. Ainda que seja muito rico, és pobre de alegria e cordialidade, não dá uma gargalhada.

Depois, o sábio deu ao sr. Wong uma máscara sorridente, que se ajustava perfeitamente ao seu rosto. Advertiu-o, entretanto, de que, se algum dia a tirasse do rosto, não conseguiria recolocá-la.

No primeiro dia em que Wong saiu à rua, todos começaram a cumprimentá-lo e, em pouquíssimo tempo, já estava cheio de amigos.

Mas, um dia chegou à conclusão de que as pessoas não gostavam dele, mas da máscara, pensou: “É preferível ser hostilizado a ser estimado por uma máscara falsa”. Foi até o espelho e retirou a máscara sorridente.

E que surpresa… O seu rosto tornara-se também sorridente, assumira as expressões e o sorriso da máscara….

O sr. Wong mudou sua face simplesmente porque começou a retribuir o que recebia. Isso remete-nos ao simples fato de que entre mim e o outro existe uma relação fina de troca, seja positiva, seja negativa, e ela é sem dúvida uma oportunidade de muito aprendizado.

Sempre que você julgar alguém, sempre que se sentir irritado(a), ressentido(a) com os defeitos do outro, deverá refletir: “Será que eu não tenho algo semelhante e estou com dificuldade de reconhecer isso em mim, sendo mais fácil acusar o outro? Ou, se eu tenho tantos pontos de melhoria, por que o meu semelhante também não pode ter?”.

– Texto extraído do livro “Flua”, de Louis Burlamaqui, 2011. Adaptado por Pedro Emanuel.

 

Conclusão

Se você abriu esse artigo pensando que eu ia falar sobre os outros, ficou nítido o seu ingênuo engano.

Mas, que bom que chegou até aqui e agora está com sua consciência mais ampliada em relação a este importante assunto.

Agora você já sabe mais do que nunca que cada pessoa carrega dentro de si respectivamente a paz, e somos nós mesmos que deixamos outra pessoa chegar até a gente e tomar posse dela.

Se você fica incomodado(a) demais com algo, o problema está mais em você do que em qualquer outro lugar.

Porque não podemos controlar o comportamento dos outros, a não ser o nosso.

Nós carregamos uma visão de mundo conosco, usamos uma lente para detectar situações positivas ou negativas com mais facilidade.

E essa lente vai sendo construída ao longo de toda vida (muitas vezes passamos a maior parte dela sem saber que estamos treinando a nossa mente para perceber tais informações no mundo)

A tranquilidade é algo distante de alcançar porque ela está no agora e por incrível que pareça, ela só depende de nós. E convenhamos que nos dias atuais olhar e sentir prazer em viver o momento presente tem sido uma tarefa cada vez mais escassa.

Como tudo o que escrevo, esse artigo não substitui de nenhuma forma uma consulta com um profissional da saúde.

Portanto, se você se incomoda demais no seu dia a dia, vive criticando, reclamando, você pode estar num quadro de resmungão compulsivo.

Então, se você apresenta essas características citadas e considera que atrapalham o fluxo de positividade na sua vida, recomendo que comece a se tratar com um psicólogo para ir se libertando desses sentimentos e atitudes, que incomodam (rs).

 

Faça a diferença!

O que você achou desse artigo? Realmente é digno ser chamado de Épico?

O que lhe trouxe até aqui? Você é uma pessoa que vive incomodada ou é mais tranquila em relação aos outros?

Sinta-se a vontade, compartilhe e comente o seu ponto de vista com as suas verdades.

 

Grande abraço e até o próximo artigo.

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Pedro Emanuel | Artigos Épicos Sobre Ser Humano.

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Gostou?! Então por que não compartilhar? =)

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