📜 [Poesia] O Retrato de Uma Mocidade…

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Direitos não usufruídos

Fazem-nos perecer pelo o que não temos

Sob a mira de olhos alheios

Pertencentes a ignorantes,

Sedentos por julgamentos, carregados de preconceitos

Somos atingidos de todos os lados

Do veterano, ao aspirante

Como lidar com a demanda?

Como se proteger nesse fogo cruzado?

 

Aqui, a propina é a bola da vez

O “jeitinho” é a principal alternativa

Não são apenas os políticos, corruptos

O dinheiro fala mais alto em quase tudo

 

Ninguém quer ouvir o seu relato

Pouco importa o que você sente e pensa,

Ocultam-se as provas

Os fatos verídicos são enterrados nas covas

Já foi dada a sentença,

A vida serve como moeda de troca

Muitas vezes, a única saída,

Até lá, pagamos para sermos roubados

Mas temos fé na justiça divina

 

A vida do ser humano

Está ficando cada vez mais banal

Preto, branco, rico, pobre, homem, mulher

Tentam sobreviver mais um tanto

Num ambiente bruscamente desigual,

Cada um lutando por sua categoria

Porém, se pisar na bola

Nós já imaginamos o desfecho da história

 

Presenciando tanta desordem

Não consigo fugir desse caos

Ele mora em mim

Pois não é fácil ver o bem sendo corrompido pelo mal

Ver tanta injustiça, inveja, cobiça, traição, enfim…

 

A ascensão do que jaz o imoral

Alimenta o instinto de revolta no meu ser

Aparentemente pacífico

Contrariando esses versos líricos,

No entanto, aqui na Terra

São os homens das leis que exercem o supremo poder

 

O imediatismo da sociedade moderna

A deixou ultrapassada,

Os detalhes passam despercebidos pelo ralo,

A simplicidade ficou desbotada,

Cada vez mais as cores, maquiagens,

Tapam o cenário da beleza natural,

O artificial ganhou destaque e relevância social

 

Nesse planeta de cabeça pra baixo

Nos sentimos um pouco menos inseguros

Em cárcere privado,

Então, nos trancamos em casa

Reforçamos as grades, levantamos os muros

Viajamos pelo mundo frente as telas,

O tempo passa rápido

E a noite não temos nenhum sinal de festa,

Pelo contrário

O que resta é orar

Fingir que estamos bem

Diante de um vazio

Oriundo de um rombo existencial

Intenso e sombrio

Cujo o suicídio possa ser a cartada final

 

Pátria armada,

Pais desinformados

Guiados como gado por um sistema falido,

Filhos do medo, íntimos da criminalidade,

Amantes traídos,

Órfãos da violência, herdeiros da impunidade,

Esse é o retrato de uma mocidade

Carente de migalhas

Até hoje desfacelada

 

Ainda assim, um povo otimista

Que nesse aspecto me representa,

Militantes da resistência

Que seguem apanhando da vida

Com os velhos problemas

E um sorriso desdentado

Num rosto já bem enrugado.

 

_

Pedro Emanuel | Artigos Épicos Sobre Ser Humano.

 

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